e@bima - Edição nº 14 - 23/7/2008
Palavra do Presidente
A batalha dos impostos na cadeia alimentar
A alta de preço dos alimentos está hoje entre os protagonistas que ameaçam trazer o monstro da inflação de volta para assombrar o brasileiro. O cenário no qual essa história se estabelece é de um aparente paradoxo: por um lado, nunca se produziu tanto alimento no Brasil graças aos avanços da tecnologia, aplicados à agricultura e à indústria. Por outro, o acesso a alimentos de qualidade está cada vez mais restrito. Para agravar, há uma falta de conhecimento por parte dos consumidores em relação ao que é, de fato, uma nutrição adequada (o que não significa necessariamente gastar mais, mas sim consumir alimentos nutricionalmente mais saudáveis).
Neste país, a realidade econômica faz com que a escolha do que vai ser servido à mesa seja baseada no tamanho do bolso e não no conhecimento ou informação técnica dos consumidores. De uma maneira simplista, podemos dizer que o que influencia a variedade de alimentos que é colocada dentro do carrinho de supermercado do brasileiro médio é o valor do total disponível para pagá-la.
O debate do ajuste dos custos de toda a cadeia produtiva deve-se fazer presente com urgência. O governo está atento para essa realidade, tanto que já conferiu incentivos a uma série de produtos, como arroz, feijão, farinha de mandioca, leite pasteurizado e em pó, farinha de milho e demais derivados e alguns tipos de laticínios, entre outros.
A participação da indústria foi fundamental nesse trabalho de identificar quais as necessidades nutricionais do brasileiro e de que maneira tais produtos poderiam chegar com mais facilidade em cada lar. Na lista de alimentos básicos beneficiados pela isenção das alíquotas de contribuições ao PIS e ao Cofins ainda faltam, entretanto, alguns derivados de trigo, em especial as massas alimentícias. Na semana passada, a farinha de trigo e as misturas para pão comum receberam uma medida provisória com este benefício. Com o perdão do lugar-comum, nem só de pão vive o homem, e há outras fontes de carboidratos derivados de trigo tão importantes quanto o pãozinho nosso de cada dia.
O macarrão, por exemplo. É um produto com 100% de penetração nos lares brasileiros pelo preço acessível, herança cultural, hábito, mas, acima de tudo, por ser muito agradável ao paladar do brasileiro e nutritivo. Além disso, é muito econômico. Só para termos uma idéia, um quilograma de macarrão pode alimentar uma família de até oito pessoas.
Carboidrato em sua maior composição, as massas são fonte de energia já comprovada por atletas que precisam de um desempenho melhor nos treinos e para crianças em fase de formação. Isso sem falar nas opções enriquecidas com proteína de ovo, facilmente encontradas em qualquer ponto-de-venda.
Comer uma salada de macarrão durante a semana, ou até mesmo saborear uma sobremesa feita com a massa já virou um hábito brasileiro. E quem é que não se lembra imediatamente do almoço de domingo, no qual, para as "mamas", fazer a massa com a receita de molho da família é um ritual quase sagrado?
Esse hábito pode ser alterado a curto ou médio prazo, se não houver um incentivo maior. Considerando-se apenas os custos de processo, a farinha de trigo corresponde a 70% do valor das massas. Qualquer alta no trigo, portanto, é, conseqüentemente, repassada ao consumidor final, o que significa que se a alíquota do PIS e da Cofins da farinha de trigo for zerada, e o mesmo não acontecer com as massas alimentícias, a indústria continuará com os repasses.
Outro agravante nesse processo é o fato de termos uma dependência muito alta dos grãos de trigo importados, cujo estoque atual no mundo é o menor dos últimos 20 anos. O governo federal já está tomando as devidas providências, no sentido de aumentar a capacidade de produção da nossa triticultura, o que deverá resultar no aumento da safra deste ano.
Preocupada com esse cenário, a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) encaminhou ao governo um pleito para a concessão da alíquota zero para as massas alimentícias (PIS/Cofins) ou do crédito presumido da farinha de trigo destinada para a fabricação das massas. Se essa movimentação atingir os resultados positivos esperados e se a previsão de um significativo aumento na produção de trigo no segundo semestre se concretizar, aí sim teremos motivos para comemorar.
Com um custo menor, a macarronada vai ficar ainda mais saborosa.

Fonte: Gazeta Mercantil

23/07/2008
Abima
Coma Macarrão!
Massas: Um combustível para todas as idades
As massas são um verdadeiro combustíveis para todas as idades. Com elas podem confeccionar-se excelentes refeições para prazer de todos. Crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas podem e devem comer massas, sem restrições. A única coisa a que realmente é preciso atender é ao tipo de acompanhamento, que necessariamente deverá variar com as características de cada um e, normalmente, a sua própria idade e/ou condição física. Molhos em excesso e alimentos demasiados gordos é que podem e devem ser restringidos em função das variantes de uma alimentação equilibrada. A massa de trigo duro, contrariamente ao que muitas vezes se proclama, não engorda porque, por exemplo, 100g de massa proporcionam 280 calorias, o que representa 12% a 15% das necessidades calóricas de uma pessoa com 70 a 75 Kg de peso, o que é altamente aliciante.
23/07/2008
Abima
Artigo Técnico
CURVA DE CALIBRAÇÃO DE FARINHA DE TRIGO ABIMA & FOSS
Como muitos já sabem, a Abima em parceria com a FOSS, está desenvolvendo uma Curva de Calibração para Farinha de Trigo.
ESTAMOS EM FASE FINAL!!!
Precisamos de sua colaboração. Enviem suas amostras de farinha de trigo, juntamente com seus respectivos laudos de análises internas até 31/JUL* - 5ªf.
Contamos com vocês!! Lembrem-se, após concluída esta Curva de Calibração, a Abima a disponibilizará somente às empresas que colaboraram com a elaboração desta, enviando suas amostras e laudos correspondentes. Então... PARTICIPE!!!**

*Data que se encerra o recebimento do 3° Lote Abima.
** Dúvidas: envie seu e-mail para tecnico@abima.com.br. Ou ligue 11 3815-3233 e fale com Viviani Godeguez - Coordenadora Técnica Abima.
23/07/2008
Abima
Legislação
PLS nº 492/2007 - Compensação de débitos tributários
De autoria do Senador Flexa Ribeiro, do PSDB/PA, o Projeto de Lei suprime o parágrafo único do art. 26, da Lei nº 11.457/2007, para incluir as contribuições previdenciárias no procedimento de compensação de iniciativa do contribuinte, previsto no art. 74, da Lei nº 9430/1996.
O texto retira a limitação de compensação de créditos apurados pelo sujeito passivo, relativos a tributos ou contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil com débitos próprios, relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pelo órgão.
A Abima acompanha o trâmite do projeto. Mais informações contatar Ana, através do e-mail: judico@abima.com.br.
23/07/2008
Abima
Curiosidades
Origem do nome MACARRÃO
A palavra "Macarrão" vem do grego "Makària", que data há cerca de 25 séculos e significa caldo de carne enriquecido por pelotinhas de farinha de trigo e por cereais.
A palavra "pasta" (massa para os italianos e a mais utilizada em vários países para se referir ao macarrão) vem do grego "Pastillos". O termo é citado em seus textos pelo poeta Horácio, especialista em versos culinários.
Finalmente, os latinos da época de Cristo já se deliciavam com um prato batizado de "macco", um caldo de favas e massas de trigo e água. Seguramente, da reunião dessas influências fez com que, há cerca de mil anos, surgisse na Sicília o verbo "maccari", que significa esmagar ou achatar com muita força, que por sua vez vem do grego makar, que quer dizer sagrado. A palavra derivada, "macaronis", foi utilizada em 1279 em um inventário de um soldado genovês, Ponzio Bastione, que deixava para a família, uma "cesta de massas".

23/07/2008
Abima
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